quinta-feira, 8 de julho de 2010

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Essa semana fui à consulta com o GO. Tudo OK. Inclusive, ele disse que meu peso tá OK, apesar de ter pegado no meu pé a gestação inteira. Acho que meu médico DETESTA grávidas gordas com todas as forças do seu ser, porque se tem algo que ele cobra é o controle do peso. Tanto que mudei minha alimentação de tanto ele bater nesta tecla: nada de pães feitos com farinha branca (só como os integrais), nada de refrigerantes, nada de açúcar refinado (e nada de adoçantes também, só tenho usado açúcar orgânico), nada de frituras, e nada de caldo Knorr ou temperos prontos. Isso tudo porque, segundo ele, eu já atingi o limite de peso que se ganha numa gestação saudável, minha sorte foi ter engravidado magra.
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Depois, a simples ideia de que engordar mais pode fazer mal pra minha bebê me deixa apavorada (acho que isso não seria uma boa estreia na vida de mãe!). Outra coisa que tem pesado é o pós-parto: quero (e vou) voltar ao meu peso de antes e vou me esforçar para que isso não demore muito (não fazendo dietas restritivas, claro, porque vou amamentar, mas acredito que se eu continuar com a alimentação balanceada de agora, consigo isso sem tanta demora). Confesso que fico com medo quando ouço as histórias dessas mulheres que engordaram na gestação e não conseguiram recuperar o corpo de antes nunca mais. E que não me venham com esse papo de que estou sendo "fútil" em pensar (também) na forma física, porque um corpo magro não é só beleza, mas também questão de saúde, auto-estima e disposição.
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Quando me bate aquele DESEJO incontrolável de comer uma porcaria, ouço a voz do GO carregada de sotaque chinês ecoando na minha cabeça: “Mantenha este peso, não engorde, não engorde!”. Aí eu bebo um copo d’água, como um punhado de uvas passas (amo uva passa) e desisto do doce. Sério, pressão psicológica aliada a uma boa-tática-engana-desejo funciona. Pelo menos comigo funciona.
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Falando em desejos, eu tive muito pouco na minha gravidez. O único estranho foi sorvete de morango, coisa que eu nunca gostei. Em compensação, enjoei de algumas coisas que eu gostava, tipo carne seca. Vai entender... E houve uma época que eu sentia muita vontade de comer pipoca. Todo dia eu ia lá, estourava um pouco na panela e degustava delas em frente à TV enquanto via os seriados que eu gosto (eu adoro pipoca, não posso ver um carrinho na rua).
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Depois do primeiro trimestre essa fase de escassos desejos e enjôos cessou, e então eu passei a ter azia. Essa sim me fez sofrer. Lembro de uma semana aí que eu passei sete dias com uma queimação ininterrupta, era eu comer algo que um fogaréu era aceso na minha garganta. Com o tempo a azia também se foi, e depois voltou de um jeito que dá pra aguentar.
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Agora, o que também voltou foi o desejo. Mas dessa vez é meio bizarro: de coisas azedas. Teve uma semana aí que eu sentia necessidade de comer morango todo dia, e de todas as formas: morango puro, suco de morango natural bem azedinho, morango batido com iogurte desnatado no liquidificador (pra ficar bem azedinho mesmo). Mas nem só de morango vive o universo das frutas azedas, e no meu alvo entram também mexerica (esses dias chupei três pokans de uma vez na casa da minha mãe), laranja, abacaxi, maracujá (como pode ser tão perfeito o maracujá?) enfim, tudo que é cítrico e faz a gente espremer os olhos quando come!
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Por enquanto é isso. Não vou falar do chá de bebê, porque renderia um textão e ele poderá ser relembrado pelas fotos. Tive ajuda da minha mãe e da Juliana (duas que me ajudaram até demais na minha gravidez), e no fim das contas foi muito legal, até porque revi muitas pessoas que não via há algum tempo, amigas de infância e tudo o mais! Não fiz a tradicional brincadeira da adivinhação, porque eu sempre ficava entendiada com ela quando ia aos chás de bebês (é sempre a mesma coisa, quem viu uma, viu todas), mas fiz a brincadeira do barbante (quem acertou qual o comprimento de barbante que cabia na circunferência da minha barriga, levou um prêmio). Agora, acho que as coisas mais urgentes que tinham que ser feitas se acabaram e só me resta esperar, esperar e esperar - o que vai ser um verdadeiro banquete de tortura para a minha ansiedade!

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