terça-feira, 23 de março de 2010

É ela! - Parte II

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No começo eu duvidei, achei que era coisa de mãe empolgada de primeira viagem. Ou até gases, sei lá. Mas nas últimas semanas, depois de sentir sucessivos estalinhos na barriga, conclui que ou era ela ou meus gases tinham vida própria! E fiquei com a primeira opção.
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E agora ela tá aqui, me chutando por dentro. E eu tô achando isso a coisa mais legal e interessante que já me aconteceu na vida...

sexta-feira, 19 de março de 2010

É um dragão

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Hoje acordei inchada, com dor na lombar (essa é nova) e com muita, muita azia. Fiz um bolo de laranja ontem à noite, não resisti e comi um pedacinho antes de dormir. Aí acordei assim, com esse fogaréu aqui na garganta.
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Isso me faz acreditar que além de um neném, também há um dragão aqui dentro.

segunda-feira, 15 de março de 2010

É ela!

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Como disse meu pai: Agora é definitivo. No ultrassom morfológico das 13 semanas o médico deu 70% de chances de ser uma menina, o que foi um banquete para minha ansiedade! E no ultrassom do último sábado a médica confirmou que é menina mesmo, sem sombra de dúvidas, o que acabou de vez as esperanças da minha mãe de ser um menino (na minha família só nasceram mulheres!). Quando eu ainda estava de 8 semanas e nem sonhava em descobrir o sexo, ela já se antecipou, me dando de presente um body com os dizeres: "Tá chegando o novo gatinhO do pedaço". Ela ainda jurou que a roupinha era unissex (ok, só na cabeça dela).
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A graça dessa vez não foram as sacudidelas que a bebê deu no penúltimo ultrassom, mas sim a soneca de pedra que ela resolveu tirar na hora do exame. A médica ainda tentou acordá-la, pra fazer mais graça, e chacoalhou o aparelho na minha barriga. Tremeu tudo lá dentro, tadinha, mas nem assim ela acordou! Só deu uma mexidinha de pernas, colocou a mão na boca e continuou seu merecido cochilo. Afinal, ela precisa descansar dos chutes, cambalhotas e brincadeiras com o cordão umbilical, tão pensando que a vida uterina é fácil?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Calorão de gravidez

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Será que só eu sinto esse calorão infernal? Não vejo ninguém por aí tão estafado quanto eu - e olha que nunca fui muito calorenta.
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Sinto tanto calor que tenho que ficar molhando as mãos e passando água na nuca e nos pulsos, porque li não sei aonde que isso melhora a sensação de quentura, e não é que dá certo?
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Chega a ser mais eficiente que um ventilador - que me desencadeia a rinite, diga-se de passagem.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Coça, coça, coça

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Minha barriga coça tanto que essa noite sonhei que eu a coçava com uma escova de cerdas bem duras... Tava tão gostoso!

terça-feira, 2 de março de 2010

A difícil tarefa de encontrar roupas que sirvam

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Depois da 10º semana de gestação, a barriga começou a despontar e as roupas a não caberem mais em mim. As calças jeans já apertavam na barriga e as blusas não abotoavam nos seios, um horror. E eu ia fazer uma viagem para Vitória no Carnaval, então precisaria de um short ou bermuda. Pensei em comprar um desses de malha, mas a procura foi sem sucesso, pois a coleção de inverno já estava nas vitrines de 90% das lojas. Mas o que percebi nas minhas andanças pelos shoppings foi o seguinte: como é difícil achar roupas para gestantes. Porque não basta a roupa simplesmente caber, nós também queremos que vista legal.
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Das blusas não posso dizer isso, porque é fácil achar essas batas ou blusas soltinhas que até gente muito magra usa, é moda. Essas com cintura abaixo dos seios são perfeitas, porque vestem a grávida melhor e fica mais bonito (nossa cintura sobe na gravidez). Já as calças... Jeans não dá, mesmo que eu comprasse um número maior, ela ficaria enorme e folgada nas minhas pernas e justa na barriga.
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Então, dois dias antes de embarcar, me lembrei que perto do consultório do GO havia uma loja de roupas para gestantes. Não pensei duas vezes e fui para lá, na tentativa desesperada de achar algo que servisse, não apertasse a barriga e me deixasse bonitinha. Quando estacionava o carro, li uma placa: “Peças a partir de 39,90”. Me empolguei e toquei a campanhia.
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Uma vendedora muito simpática abriu a porta. O lugar não era bem apenas uma loja, mas sim um espaço para gestantes, com vendas de roupas, cursos, aulas de yoga, etc. Tipo um daqueles lugares que você conhece e as pessoas te tratam tão bem que dá vontade de fazer tudo, porque tudo te enche os olhos. Só que depois de experimentar muitas peças e gostar de algumas, vi que os preços não enchiam os olhos tanto assim. As de 39,90 não eram lá muito belas, e todas que eu havia gostado não saíam por menos de 70,00 reais. Mas pagar tanto em algo que você vai usar apenas por alguns meses não é lá uma coisa muito inteligente.
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Além disso, percebi que essas lojas de moda gestante são um pouco enganadoras, porque como já disse, batas e blusas soltinhas estão muito na moda, vestem bem as grávidas e em qualquer lojinha de esquina a gente encontra (e por um preço bem mais acessível). E as blusas de lá não eram nada diferentes do que a gente vê nas lojas comuns. Os vestidos idem.
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Mas se a pessoa estiver disposta a gastar numa peça de uso limitado, o que vale a pena comprar são calças jeans, porque além de virem num tecido mais maleável que o comum, tem aquele elástico que ajusta na barriga, conforme ela vai crescendo. Claro que também dá pra pegar uma calça que você já tenha em casa e mandar na costureira para que ela coloque uma tira larga de elástico, mas só se for uma peça pela qual você não tenha muito apreço, porque eu não senti vontade de fazer isso com nenhum dos meus jeans. Afinal, pretendo tê-los de volta depois que meu corpo voltar ao normal – e espero que volte!
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PS.: Apesar de ter achado um absurdo pagar 70,00 reais numa bermuda que quase não vou usar, acabei comprando a peça, por pura falta de tempo para procurar algo mais em conta. Quando cheguei em casa quase tive um xilique, porque minha mãe, ciente do meu drama, havia tido a ideia de passar numa lojinha no Largo 13 (o famoso!) e achou um shortinho de malha por pelo menos 1/3 do preço.