quinta-feira, 29 de julho de 2010

Lembrancinhas

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Eu nunca fui uma pessoa de muitos “fru-frus”. Eu tenho uma personalidade meio inclinada para o minimalismo mesmo. Então, durante a gestação nem passou pela minha cabeça fazer as tais lembrancinhas de maternidade. Até que, um dia, conversando com uma amiga, a Eidi, ela perguntou o que eu gostaria de ganhar dela para a Helena. Eu disse que não queria nada, pois só o interesse dela em acompanhar minha gravidez já tava me deixando super contente. Aí ela comentou que pensou nas tais lembrancinhas, e já tinha até garimpado algumas opções no Google. Foi nessas andanças pela internet que ela encontrou um site super legal com várias opções bonitinhas, e já foi me mostrando as fotos. A mim só me restou escolher a que eu mais gostava, porque ela queria muito me dar as lembrancinhas.
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E depois de muita indecisão e até uma votação entre o pessoal lá de casa, o resultado foi esse:
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Os vidrinhos vieram vazios, só tive o trabalho de comprar as jujubas e enchê-los. E não é que ficou uma gracinha? Eu e a Helena amamos e agradecemos demais o presente!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A grávida CDF, o futuro e outras divagações

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Eu acho que fui uma delas. Procurei fazer tudo certo, mesmo quando alguns me disseram pra “deixar de frescura”. Algumas pessoas são sem noção, e sempre tem um pra te dizer que “pular de pára-quedas não faz mal nenhum durante a gravidez, imagina”. Oi, fique com sua opinião e quando estiver grávida, experimente você mesma fazer isso para tirar suas conclusões, ok? - é isso que dá vontade de responder, mas não vale a pena. No curso de gestantes, a nutricionista disse que pessoas para dar conselhos errados a gente sempre encontra, e eu sou da mesma opinião. Por isso sempre procuro ouvir a voz interior do velho bom senso (este nunca falha!).
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Eu pesquisei, perguntei, fucei bastante, e assim evitei tudo aquilo que eu sabia que iria fazer mal à Helena, principalmente por respeito a ela, que depende totalmente de mim, e vai depender por muito tempo ainda, pois enxergo o puerpério (os três primeiros meses do recém-nascido) como uma espécie de “quarto trimestre da gravidez”: você ainda está no processo de conhecer seu bebê e vice-versa. Claro que enfiei o pé na jaca em algumas coisas, queria ter cuidado bem mais da alimentação, por exemplo. Também não consegui fazer uma atividade física com regularidade. Ficou inviável por absoluta falta de tempo, principalmente depois de mudar de casa. Mas de uma maneira geral, acho que os acertos superaram os erros. Por isso, uma amiga da faculdade até brincou comigo uma vez, dizendo pro pessoal que eu era a “grávida exemplar”.
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Mas admito que algumas coisas que a gente lê nesses sites e fóruns de gravidez são bem estranhas, como ler história para os pequenos desde a barriga. Não sou cética, é claro que eles ouvem tudo que a gente fala, eu mesma falo com a Helena, mas ler histórias... Sei lá. Então, procurei realizar outras práticas que eu sabia que fariam bem, como colocar música pra ela escutar. Como o pai da Helena é músico, e conhece um monte de coisa boa, isso não foi nada difícil... Certa vez, fomos assistir ao show de um baterista que meu marido adora, e ela pulou na minha barriga do começo ao fim! Claro que surgiram mil piadinhas, e um amigo dele disse que a Helena vai tocar bateria quando crescer. Mas isso esbarra no desejo do pai, que já resolveu que ela será pianista, mas não de jazz como ele, e sim erudita.
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Quanto a mim, quero mesmo que ela siga o que desejar, o que ela gostar de fazer. Um amigo meu (poeta) diz que o nosso destino é a nossa essência, o que gostamos de fazer. Já outro poeta, esse já eternizado, o Pessoa, fala o oposto, quando diz “Ninguém te dá quem és. Nada te mude. Teu íntimo destino involuntário cumpre alto. Sê teu filho”. Com ideias diferentes, os dois dizem uma coisa comum: obedeça a ti mesmo, tenha personalidade.
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Mas numa coisa concordo com o marido: se o destino dela depender de influências, o que não vai faltar é incentivo pra viver de música. Afinal, com uma mãe que adora música (é algo que sempre me comove), com um pai que faz música, com um avô baixista e outro que toca violão, Helena tem tudo pra ter um ouvido absoluto, como profetiza o pai.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tudo tanto assim?

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A gravidez é uma coisa muito curiosa. Ao mesmo tempo que as pessoas te paparicam muito (ok, nem todas), elas também te assustam com alguns comentários. Muita gente me falou que eu podia esperar o pior no final da gravidez. “Você vai ver, seu pé vai inchar muuuito” ou “Vai chegar uma hora que você não vai conseguir dormir porque não encontra posição”, ou ainda “Você não vai aguentar fazer isso daqui há algumas semanas”. Claro que certas coisas se tornaram cansativas à beça, e eu tô na fase de preferir ficar em casa no tempo que posso. Mas ainda calço numa boa meus sapatos 36, durmo muito fácil toda noite, aguentei e prossigo aguentando.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Últimas

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Essa semana fui à consulta com o GO. Tudo OK. Inclusive, ele disse que meu peso tá OK, apesar de ter pegado no meu pé a gestação inteira. Acho que meu médico DETESTA grávidas gordas com todas as forças do seu ser, porque se tem algo que ele cobra é o controle do peso. Tanto que mudei minha alimentação de tanto ele bater nesta tecla: nada de pães feitos com farinha branca (só como os integrais), nada de refrigerantes, nada de açúcar refinado (e nada de adoçantes também, só tenho usado açúcar orgânico), nada de frituras, e nada de caldo Knorr ou temperos prontos. Isso tudo porque, segundo ele, eu já atingi o limite de peso que se ganha numa gestação saudável, minha sorte foi ter engravidado magra.
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Depois, a simples ideia de que engordar mais pode fazer mal pra minha bebê me deixa apavorada (acho que isso não seria uma boa estreia na vida de mãe!). Outra coisa que tem pesado é o pós-parto: quero (e vou) voltar ao meu peso de antes e vou me esforçar para que isso não demore muito (não fazendo dietas restritivas, claro, porque vou amamentar, mas acredito que se eu continuar com a alimentação balanceada de agora, consigo isso sem tanta demora). Confesso que fico com medo quando ouço as histórias dessas mulheres que engordaram na gestação e não conseguiram recuperar o corpo de antes nunca mais. E que não me venham com esse papo de que estou sendo "fútil" em pensar (também) na forma física, porque um corpo magro não é só beleza, mas também questão de saúde, auto-estima e disposição.
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Quando me bate aquele DESEJO incontrolável de comer uma porcaria, ouço a voz do GO carregada de sotaque chinês ecoando na minha cabeça: “Mantenha este peso, não engorde, não engorde!”. Aí eu bebo um copo d’água, como um punhado de uvas passas (amo uva passa) e desisto do doce. Sério, pressão psicológica aliada a uma boa-tática-engana-desejo funciona. Pelo menos comigo funciona.
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Falando em desejos, eu tive muito pouco na minha gravidez. O único estranho foi sorvete de morango, coisa que eu nunca gostei. Em compensação, enjoei de algumas coisas que eu gostava, tipo carne seca. Vai entender... E houve uma época que eu sentia muita vontade de comer pipoca. Todo dia eu ia lá, estourava um pouco na panela e degustava delas em frente à TV enquanto via os seriados que eu gosto (eu adoro pipoca, não posso ver um carrinho na rua).
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Depois do primeiro trimestre essa fase de escassos desejos e enjôos cessou, e então eu passei a ter azia. Essa sim me fez sofrer. Lembro de uma semana aí que eu passei sete dias com uma queimação ininterrupta, era eu comer algo que um fogaréu era aceso na minha garganta. Com o tempo a azia também se foi, e depois voltou de um jeito que dá pra aguentar.
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Agora, o que também voltou foi o desejo. Mas dessa vez é meio bizarro: de coisas azedas. Teve uma semana aí que eu sentia necessidade de comer morango todo dia, e de todas as formas: morango puro, suco de morango natural bem azedinho, morango batido com iogurte desnatado no liquidificador (pra ficar bem azedinho mesmo). Mas nem só de morango vive o universo das frutas azedas, e no meu alvo entram também mexerica (esses dias chupei três pokans de uma vez na casa da minha mãe), laranja, abacaxi, maracujá (como pode ser tão perfeito o maracujá?) enfim, tudo que é cítrico e faz a gente espremer os olhos quando come!
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Por enquanto é isso. Não vou falar do chá de bebê, porque renderia um textão e ele poderá ser relembrado pelas fotos. Tive ajuda da minha mãe e da Juliana (duas que me ajudaram até demais na minha gravidez), e no fim das contas foi muito legal, até porque revi muitas pessoas que não via há algum tempo, amigas de infância e tudo o mais! Não fiz a tradicional brincadeira da adivinhação, porque eu sempre ficava entendiada com ela quando ia aos chás de bebês (é sempre a mesma coisa, quem viu uma, viu todas), mas fiz a brincadeira do barbante (quem acertou qual o comprimento de barbante que cabia na circunferência da minha barriga, levou um prêmio). Agora, acho que as coisas mais urgentes que tinham que ser feitas se acabaram e só me resta esperar, esperar e esperar - o que vai ser um verdadeiro banquete de tortura para a minha ansiedade!