quinta-feira, 20 de maio de 2010

Enfim, o terceiro trimestre!

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O primeiro trimestre é o da descoberta, da vontade de ficar barriguda logo (quando não há nem sinal de barriga!). O segundo é o da tranqüilidade: você já se acostumou com a vida de grávida, e não dá bola pra ansiedade, já que ainda falta um bocado para o parto. A impressão é que a gente vai ficar grávida para sempre. Mas e o terceiro? Bom, acho que a melhor definição para ele seria hecatombe de emoções! É barriga e pernas que pesam no final do dia, olheiras, cansaço (bastante)... É correria que não acaba para que tudo esteja ordem para a chegada do bebê, e para que tudo fique em dia no trabalho, na faculdade, enfim, em tudo que vai ficar pra segundo plano quando ela nascer. E ao mesmo tempo a expectativa pelo dia do parto, a vontade de ter logo um nenê no colo, o medo de não saber cuidar dele direito...
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Toda essa introdução é só para dizer que na última terça-feira entrei oficialmente no 7º mês de gravidez, ou último trimestre da gestação! Confesso que um pouco antes disso já comecei a sentir os sintomas característicos desta fase como cansaço, respiração curta e pernas pesadas. Claro que temos que considerar que eu ando muito “saidinha” para uma grávida. Nunca sobra tempo de pôr as pernas pra cima, ando pra cima e pra baixo o dia todo, dirijo longas distâncias (inclusive à noite), e durmo pouco. Por enquanto eu tô aguentando o tranco, mas sei que daqui há algumas semanas será impossível continuar com essa rotina. Talvez por isso eu queira aproveitar tão bem o tempo de agora.
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Enquanto isso, a barriga parece crescer um pouco mais a cada dia (impressionante como cresceu no último mês), e o marido agora me chama de “melancia”. Mas o que quero mesmo dizer é que estou muito feliz por ter chegado bem até aqui e, principalmente, porque ela está bem. Helena agora me chuta, se move de um lado pra outro, e se revira todinha o tempo todo aqui dentro. Minha barriga treme, pula, endurece e entorta, e eu fico achando tudo isso o máximo! É tão bom acordar e logo cedo sentir um chutinho... Este é, com certeza, o melhor “bom dia” que alguém pode me dar.

domingo, 9 de maio de 2010

Vida nova

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Ser dona-de-casa cansa. São tantos detalhes que compõe um lar (ainda mais quando se tem um bebê a caminho), tantas coisas para pensar para que tudo funcione direitinho, que tenho terminado meus dias morta de cansaço (e pra eu reclamar de cansaço realmente precisa ser muito). Até comentei com minha mãe que nesta última semana nem me lembrei de sentir fome, o que foi bom, pois não engordei mais além dos dez quilos adquiridos na gravidez.
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O problema reside em conciliar as várias funções, ser ao mesmo tempo dona-de-casa, trabalhadora, estudante e continuar a namorada para o marido. E além de tudo isso, grávida, ou seja, com a barriga já começando a pesar, os movimentos lentos, a mente preguiçosa, a lombar dolorida e pernas pesadas no fim do dia. Agora entendo porquê a Sylvia Plath deixou sua carreira em segundo plano.
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Quem mandou querer ser mulher moderna?