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Faculdade trancada, assinei um termo que me obriga a voltar daqui há dois anos, ou justificar o afastamento por mais um ano, totalizando três anos com a matrícula trancada, sendo dois anos sem justificativa (quer dizer, mais ou menos, porque tive que explicar que vou me afastar pra cuidar da cria), e um ano com justificativa perante a comissão de graduação, sob risco de jubilar (ou seja, perder a vaga)... É acho que era mais ou menos isso. Trocando em miúdos, era um troço mui comprometedor! Mas que alívio que deu. Uma coisa a menos pra esquentar a cabeça. Helena nem nasceu e já teve o poder de mudar minha vida todinha: desde que soube da existência dela, nunca mais quis deixar coisas a resolver. Por ela I walk the line, como diria Jhonny Cash. Ela é meu amor, ela e o pai dela, minha "familinha".
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Já falei aqui que muita gente sempre me disse para esperar o pior no final da gravidez: muita ansiedade, muitas dores, muita falta de ar... Bem, a ansiedade eu diria que é impossível não sentir. Quanto aos desconfortos, parece que todos aliviaram um pouco. Minha falta de ar diminuiu muito (talvez meu diafragma não esteja mais tão comprimido aqui dentro). A azia idem. As dores na lombar já nem sinto mais, talvez eu tenha me acostumado com a projeção da barriga pra frente. A única coisa que não foi embora foi o temperamento irritadiço. Ando muito sem paciência. Quando meu médico soube que eu ainda estava trabalhando, fez cara de quem não concorda muito (mas deixou a meu critério decidir isso, já que me sinto bem trabalhando). Explicou que a sobrecarga na gravidez é também psicológica, que a pressão do cotidiano não deixa a grávida ficar zen pro trabalho de parto. Ele usou essa palavra: zen. A propósito: ele também toma banchá naquelas xícaras japonesas sem asa, acho chique.
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Bem, eu não diria nem que é a “pressão do cotidiano”, mas sim a pressão que a gente coloca sobre si mesma, de tentar alcançar uma perfeição que não existe. Minha mãe usou a seguinte metáfora: “Você não quer que pobre tenha defeito, aí já é demais, né?”. Pode ser. Eu vou procurar relaxar agora. Chega de correria. É mais ou menos como estudante que chega às vésperas do vestibular: o que ele não conseguiu estudar durante o ano, não vai conseguir estudar em cima da hora. E o que tinha que ser feito já foi.
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Já falei aqui que muita gente sempre me disse para esperar o pior no final da gravidez: muita ansiedade, muitas dores, muita falta de ar... Bem, a ansiedade eu diria que é impossível não sentir. Quanto aos desconfortos, parece que todos aliviaram um pouco. Minha falta de ar diminuiu muito (talvez meu diafragma não esteja mais tão comprimido aqui dentro). A azia idem. As dores na lombar já nem sinto mais, talvez eu tenha me acostumado com a projeção da barriga pra frente. A única coisa que não foi embora foi o temperamento irritadiço. Ando muito sem paciência. Quando meu médico soube que eu ainda estava trabalhando, fez cara de quem não concorda muito (mas deixou a meu critério decidir isso, já que me sinto bem trabalhando). Explicou que a sobrecarga na gravidez é também psicológica, que a pressão do cotidiano não deixa a grávida ficar zen pro trabalho de parto. Ele usou essa palavra: zen. A propósito: ele também toma banchá naquelas xícaras japonesas sem asa, acho chique.
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Bem, eu não diria nem que é a “pressão do cotidiano”, mas sim a pressão que a gente coloca sobre si mesma, de tentar alcançar uma perfeição que não existe. Minha mãe usou a seguinte metáfora: “Você não quer que pobre tenha defeito, aí já é demais, né?”. Pode ser. Eu vou procurar relaxar agora. Chega de correria. É mais ou menos como estudante que chega às vésperas do vestibular: o que ele não conseguiu estudar durante o ano, não vai conseguir estudar em cima da hora. E o que tinha que ser feito já foi.
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