segunda-feira, 14 de junho de 2010

Não aguento mais mesmo

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Ir para a faculdade em pleno oitavo mês. Não se trata de não gostar do curso ou coisa parecida – eu adoro, mas ando MUITO cansada e é horrível estar com oito meses e ter que me locomover pra USP todos os dias depois de trabalhar o dia todo (são 52 km diários de ida e volta). Soube que algumas faculdades particulares concedem licença maternidade a partir das 32 semanas de gestação, e fiquei com inveja disso. Caramba, que diferença faria na minha vida poder ficar em casa todas as noites, descansando, organizando coisas, tentando dormir cedo (ainda que eu nunca consiga isso).
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Tudo é motivo pra me deixar irritada: os colegas dos grupos que querem ficar se encontrando no final de semana para fazer reuniões de trabalhos (eles não devem ter nada para fazer da vida, só vejo essa explicação). As escadas pra subir e descer. Os banheiros – cada semana é um que tá em manutenção. Os bebedouros sempre SECOS – ali a água vale ouro, se você não tiver uns reais na carteira pra comprar uma garrafa, tem que ficar na seca mesmo. Ter que ficar sentada duas horas numa cadeira dura – minhas costas ficam um caco! A voz da minha professora de espanhol, que me enjoa. Dizem que grávidas enjoam de cheiros ou dos maridos, mas o que me enjoou mesmo foi a voz da minha professora de espanhol – é tão chatinha e feia a voz dela.
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Enfim, é isso. Imaginei que seria mais fácil aguentar a rotina trabalho-faculdade-carregando-o-barrigão, mas não. Foi até o sexto mês, no sétimo passou a se tornar cansativo e agora é um martírio, minha-via-sacra-de-todo-dia. Tô pedindo arrego mesmo, mas o semestre parece se arrastar lentamente.

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