quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tchau, primeiro trimestre!

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No primeiro post estava quase entrando na semana 11, e agora já estou de 13 e 4 dias. Dez semanas já me soa um passado muito remoto, mas, ao fazer as contas, vejo que nem foi tanto tempo assim. O tempo na gravidez parece passar muito devagar. Não sei se é por conta da ansiedade natural das grávidas, mas uma amiga (que já tem uma filha) me disse que também sentia essa lentidão, exemplificando a sensação da seguinte maneira: “Quando você estiver de 20 semanas, vai achar que já está há muito tempo grávida. Mas na verdade isso é só metade da gestação, e ainda te restarão mais 20 semanas pela frente!”.
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Nesse meio tempo, o nojo que eu sentia ao me deparar com certos cheiros e alimentos, desapareceu. Em compensação, de duas semanas pra cá comecei a sentir falta de ar e taquicardia após as refeições. No começo ficava apavorada, cheguei até a cogitar a possibilidade de ter uma trombose pulmonar e lá fui eu baixar quinhentos artigos no Google sobre isso! Ridículo, eu sei, mas com minha mãe dizendo que não, que em todas as vezes em que esteve grávida não sentiu taquicardia, apenas uma falta de ar lá pelo final do terceiro trimestre, fiquei apavorada, pois, alô-ô, ainda mal saí do primeiro tri.
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Depois, pesquisando na internet e em fóruns de gravidez do qual participo, soube que isso é absolutamente normal! Muitas mulheres sofrem desse mal logo no início da gravidez. Depois, quando consegui falar com o Dr. Lincon (meu ginecologista obstetra), ele me explicou que isso acontece por causa do aumento do fluxo sanguíneo no corpo da grávida, e quando eu como, a irrigação de sangue na região do abdômen aumenta mais ainda. Ufa!
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Agora não sinto mais tanta falta de ar, acredito que meu corpo se acostumou, mas devo dizer que já fiquei preocupada quando o sintoma meio que sumiu. Me peguei pensando: Ué, será que tá tudo bem? É, como diz uma outra amiga (mãe de dois filhos): grávidas são mesmo loucas!
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Ultrassom morfológico do primeiro trimestre
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Como o assunto agora é o final do primeiro tri (daqui há três dias entro oficialmente no segundo trimestre, ou quatro meses de barriga), vou falar um pouco sobre este exame tão importante na gravidez. O morfológico, entre outros orgãos, mede o osso nasal e a translucência nucal (ou a prega da nuca do bebê). Qualquer alteração nessas medidas pode indicar síndromes como a de Down.
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O meu morfológico estava marcado para o dia 06 (sábado passado), e confesso que senti medo nos dias que o antecederam, medo do médico apontar algum problema, medo de não estar tudo bem com o bebê. Por isso, exigi a presença do namorado, mas acho que nem precisava, porque como ele não pode acompanhar o primeiro, estava doido para ir.
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Felizmente, estava tudo bem, e no fim das contas adorei fazer o morfológico, e o namorado também (no dia seguinte assistiu ao DVD com a gravação mais umas três vezes). Ao contrário do primeiro ultrassom (feito para confirmar a gravidez), quando meu bebê media apenas 6 mm, e mais se parecia com um girino do que com um ser humano, neste pude vê-lo todo formadinho, com quase 7 cm e aparência de um bebê mesmo. Cabecinha, nariz, pernas, bracinhos e até as mãozinhas, que se mexiam pra frente e pra trás. Ele se mexia bastante, às vezes parecia ter uns sustinhos, não sei se por causa das ondas do ultrassom... De lambuja, o médico até deu um palpite sobre o sexo! Tá, não foi um mero palpite, pois ele deu 70% de certeza. No dia fiquei eufórica, nas nuvens, mas aí o Sr. Papai Estraga Prazeres puxou meus pés pra terra, dizendo que 30% de margem de erro é muita coisa, então eu resolvi esperar mais algumas semaninhas para contar aqui se estamos falando do nenê ou da nenê.
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Bom, por enquanto é isso. No momento, estou apenas com a pressão baixa (por conta do calorão), o que me deixa com muito sono. Antes de engravidar minha pressão já era baixa, mas agora ela despencou. Além de sonolenta também estou faminta (faltam 15 minutos para sair para o almoço), mas percebi que estar faminta ou sonolenta ou ansiosa ou irritadiça são estados naturais de uma grávida normal.

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